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Bahia e Brasil aqui

Recordações de um tempo que já se foi

  • Foto do escritor: Fernando Ribeiro Rorró
    Fernando Ribeiro Rorró
  • 6 de abr.
  • 1 min de leitura


Há muito tempo, na época em que ainda existiam as novelas no rádio, que, ao que tudo indica, desapareceram a partir da década de 70 do século XX, vivia-se um outro ritmo de vida, quase como páginas de um livro antigo sendo folheadas pelo vento.


Quem anda por aí, pelas estradas da vida, ainda encontra muitas mães solteiras, hoje com 60 ou 65 anos, e seus filhos já com 45 ou 50. Isso revela que aquele tipo de namoro, de outrora, ficou perdido no tempo, como uma fotografia amarelada esquecida numa gaveta.


Era uma época em que o homem, muitas vezes, nem vestia cueca; o calção era a principal peça para cobrir as partes íntimas. Os costumes eram outros, simples, quase rústicos, moldados pela realidade de então.


Muitas mulheres partiram sem ter filhos, algumas pela falta de oportunidade, outras por não terem engravidado, e ainda aquelas que recorreram a práticas já existentes à época, em meio ao silêncio e à ausência de orientação adequada.


Graças a Deus, evoluímos.


Hoje, compreendemos melhor as relações, o namoro e seus caminhos. Já não há, como antes, os rígidos cenários dos “banquinhos à porta” ou dos sofás vigiados, onde pais separavam, quase como guardiões, a noiva de seu pretendente.


O tempo, esse escultor invisível, foi lapidando comportamentos e sentimentos, transformando regras em lembranças e abrindo espaço para novas formas de amar.



Fernando Ribeiro

Blog do Rorró

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