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Vício nas redes sociais e o fim das relações

  • Foto do escritor: Fernando Ribeiro Rorró
    Fernando Ribeiro Rorró
  • 7 de abr.
  • 2 min de leitura

O vício nas redes sociais é notório e pode, sim, ser classificado como um dos grandes fomentadores da discórdia, das brigas e das desconfianças conjugais.


Principalmente quando não há limites.


Como pode uma pessoa passar de 15 a 20 horas por dia conectada a uma tela de computador ou celular?


Pode. E acontece.


Tanto que um companheiro, inconformado com a situação, chegou a formalizar uma queixa na tentativa de barrar essa prática dentro de sua própria casa.


Segundo ele, sua companheira, dona de casa, dedica praticamente todo o seu tempo às telas: começa às 6h da manhã e atravessa a madrugada, chegando até as 3h do dia seguinte, entre televisão e celular.


Ainda de acordo com o queixoso, ela não admite ser chamada à atenção nem ser interrompida em suas conversas ou atividades digitais.


Diante desse cenário, o blog buscou verificar a veracidade do relato e aprofundar-se no tema: o que acontece com um relacionamento quando se atinge esse nível de dependência midiática?


Como diz o velho ditado: o pau que bate em Chico bate em Francisco.


Ou seja, ninguém está imune.


A probabilidade de envolvimento indevido nas redes sociais atinge homens e mulheres.


No entanto, alguns estudos apontam que as mulheres, por sua natureza mais atenciosa e interativa, acabam sendo ainda mais expostas a esse tipo de envolvimento.


Levantamentos indicam que muitas traições e separações têm, hoje, como ponto de partida o ambiente virtual.


E aqui cabe uma reflexão:


Muitos que se dizem imunes, que afirmam “não abrir nada que não lhes interessa”, são, por vezes, os que mais transitam por conteúdos diversos, como quem caminha por um terreno movediço, acreditando estar em solo firme.


E, ainda assim, não admitem ser observados ou questionados.


Chega-se ao ponto, segundo relatos, de rompimentos temporários dentro do próprio lar, com dias de silêncio, distanciamento e frieza.


O blog foi além: saiu a campo, ouviu histórias, observou comportamentos e concluiu que a situação é mais grave do que parece.


Há casais que passam semanas sem sequer dividir o mesmo leito.


A tela, fria e luminosa, passou a ocupar o espaço que antes era aquecido pelo afeto.


E então surge a pergunta inevitável:


Até que ponto isso ainda é apenas distração?


Porque tudo aquilo que não pode ser acompanhado, mais cedo ou mais tarde vem à tona.


E, quando aparece, muitas vezes já está em estado de decomposição, como algo que ficou tempo demais escondido, exalando um odor insuportável, difícil de ignorar.


Nem mesmo aquele que mais confiava consegue suportar.


Moral da história:


Como alguém pode ser tão ingênuo a ponto de acreditar que seu companheiro ou sua companheira permanece 24 horas conectado, sem contato com ninguém, sem abrir portas, sem atravessar janelas?


É, no mínimo, uma ingenuidade perigosa.


Incrivelmente… incrível.

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