top of page

Bahia e Brasil aqui

Política e Políticos.

  • Foto do escritor: Fernando Ribeiro Rorró
    Fernando Ribeiro Rorró
  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

15 de abril de 2026



A dor de quem não pode expressar o que sente, em respeito aos seus próprios laços, como rins, pulmão, coração e fígado, órgãos que sustentam a vida, mas também simbolizam vínculos que nos silenciam.


Uma das piores dores, dizem, é a dor da fome.


Mas, na verdade, o mundo é um palco onde desfilam dores de todos os tipos, algumas visíveis, outras escondidas atrás de sorrisos forçados.


Observa-se que há muita gente fingindo não enxergar.


Fecham os olhos como quem apaga a luz da própria consciência, enquanto seus semelhantes vão morrendo lentamente, consumidos pela cruel chama da desigualdade social.


Muitos já nasceram com a mesa posta, pires, pratos rasos e fundos alinhados à cabeceira da vida.


Nunca conheceram o vazio de um prato limpo demais, nem o eco da fome batendo no estômago como um tambor de desespero.


Certa vez, um “especialista de tromba comprida” afirmou:

seria melhor ter um amigo que o reconhecesse como pedinte, do que um amigo que não respeitasse sua condição de pobre.


Mas, como toda observação carrega outra dentro de si, como um lençol amarrotado que guarda histórias, Zé Sete Couro refletiu de forma diferente:


Melhor ser um homem reconhecido não pelo que possui, mas pela luta que carrega.


Ou seja:


Ser simples não é fraqueza,

é resistência.


Ser lutador constante pela sobrevivência

é empunhar a própria dignidade como arma invisível.


E, apesar dos pesares, até a fome, essa fera silenciosa,

pode ser vencida quando a fé alimenta o espírito.


Porque, quando se acredita em Jesus Cristo,

a esperança deixa de ser migalha

e passa a ser pão.


Fernando Ribeiro

Blog do Rorró

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page